Como Praticar a Liderança Servidora

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Como Praticar a Liderança Servidora

Aprendizados de “O Monge e o Executivo”

A coleção de livros “O Monge e o Executivo” é uma obra referência no que diz respeito a praticar a liderança servidora, um novo estilo de comportamento que gera mais resultados. Essa obra contempla os ensinamentos básicos para qualquer empresa guiar o comportamento de seus líderes e ainda está causando a ruptura gradual da obsoleta visão de chefe.

O chefe de organização que cobra seus subordinados de forma excessiva, punindo ou agradando-os conforme seu rendimento, já ficou ultrapassado. A barreira encontrada nessa relação empregatícia é prejudicial tanto para o desenvolvimento de atividades empresariais quanto para o rendimento cotidiano de qualquer trabalhador.

A partir dessas observações, James C. Hunter desenvolve conceitos de liderança e como colocá-las em prática, aplica treinamentos em grandes empresas dos Estados Unidos, observa os resultados e, por fim, escreve os livros da coleção “O Monge e o Executivo” baseado em todo o processo e os aprendizados no que diz respeito à liderança.

O primeiro passo é entender que liderar é servir. É dar o exemplo, o suporte necessário, resolver os problemas diários. A liderança servidora é antes de tudo entregar, somente depois você pode esperar resultados.

A Gestão de Pessoas

Só há uma razão pela qual qualquer empresa exista: porque atende a uma necessidade humana”. Se sua empresa não faz ou a concorrência faz de maneira mais vantajosa, a sua deixa de existir. Sem as pessoas, não há o mundo dos negócios.

Correlacionando à própria vida, precisamos ter oxigênio (lucro) para existir, mas não é o motivo pelo qual existimos. As empresas saudáveis mantêm relacionamentos saudáveis entre clientes, funcionários e donos, assim como uma convivência respeitosa com fornecedores, comunidade, sindicatos, governo…

Em uma citação de Ford, grande idealizador da automação na Administração Científica, observamos como a relação entre chefe e subordinado era totalmente voltada para a realização de tarefas

“Por que tenho de ficar com a pessoa inteira quando quero apenas um par de mãos?”

E as consequências desse relacionamento foram explicitadas por Jack Welch, antigo presidente da G.E.

“Enquanto os funcionários tentam agradar ao chefe, ignoram as necessidades do cliente”

Liderança não é Poder. É Influência.

O poder funciona. Por um bom tempo, é possível conseguir as coisas na base da imposição, mas ao impor sua vontade, com o passar do tempo, vai perceber o aparecimento de muitos sintomas desagradáveis. Quando usado de forma autoritária, o poder deteriora os relacionamentos.

Greves, sabotagens, alta rotatividade funcionários, baixa produtividade, moral baixa… As pessoas descarregam aquilo que lhe reprimiram.

No meio militar, o recruta é comandado por um sargento rude e agressivo, que berra o tempo todo. Após o tratamento de choque, é transferido para um pelotão comandado por uma liderança servidora. A razão é simples: o poder, ao longo do tempo, começa a deteriorar os relacionamentos.

Pelos tópicos acima citados, observamos claramente que a mudança do comportamento da Gestão de Pessoas, que deve ser praticado por qualquer líder e não exclusivamente pelo setor de RH de uma organização, é pautada por exercer influência e liderar pelo exemplo: servir o seu liderado.

Dessa forma, é possível focar nas demandas essenciais e nas soluções ao seu cliente. É nesse momento que surgem as startups, ou seja, modelos de negócio com flexibilidade, adaptabilidade, hierarquia horizontal e foco no cliente.

O Mundo Mudou

E o Japão demonstrou como é importante estimular as pessoas do “pescoço para cima”. Graças a conceitos inovadores de trabalho em equipe, além de iniciativas de qualidade e prosperidade, como os métodos Kaizen, Kanban, entre outros, as empresas japonesas conseguiram mobilizar seus funcionários.

A estrada para a liderança servidora não é mudar ou melhorar os outros, mas no empenho em mudar ou melhorar a nós mesmos. Então o primeiro passo é eliminar esse pensamento negativo dos “tipos de funcionários de que tenho que lidar”.

Liderança servidora exige altruísmo: atender a necessidade dos outros antes mesmo de suas próprias necessidades. A disposição de abrir mão dos próprios anseios pelo bem maior – esse é o verdadeiro altruísta, o verdadeiro líder.

Em geral, as pessoas são promovidas por sua competência técnica ou porque “vestem a camisa”. Mas só porque uma pessoa é competente não significa que seja capaz de influenciar ou inspirar os outros a fazer bem o seu trabalho. É preciso desenvolver uma nova maneira de pensar e um novo conjunto de habilidades. Diferente dos esforços realizados na área técnica ou operacional, a liderança exige que a medida do sucesso também mude.

Einstein

“Não se pode alcançar um novo objetivo pela aplicação do mesmo nível de pensamento que o levou ao ponto em que se encontra hoje”

Liderança é Caráter

Se você duvida de que liderança não tem nada a ver com caráter pessoal, faça-se as seguintes perguntas: As pessoas de moral duvidosa o inspiram à ação? Você mantém boas relações com esse tipo de pessoa?

Caráter é diferente de personalidade, que vem da palavra latina persona, usada originalmente para designar as máscaras usadas pelos atores no antigo teatro grego, que com o tempo passou a ser descrita como a máscara que usamos para o mundo ver. 

Já caráter é a firmeza moral de uma pessoa, o sinal visível de sua natureza interior, é o que somos por baixo de nossa personalidade (máscara).

É formado na infância e continua a se desenvolver ao longo da vida. É nossa força moral e ética, aquilo que guia nosso comportamento de acordo com princípios e valores – o que explica porque a liderança pode ser definida como “caráter em ação”. Os líderes procuram fazer a coisa certa.

Liderança exige Respeito

Há quem admita ser mal-humorado e até justifique suas explosões de raiva. Se apressam, porém, em defender com alegações do tipo “é assim que eu sou”, “sempre tive a cabeça quente”.

Porém, ao perguntar de volta “Quando foi a última vez que você perdeu o controle e teve um acesso de raiva com o presidente da empresa em que trabalha? Ou um cliente importante?”

A resposta sempre é a mesma: “Nunca”. É no mínimo curioso. A raiva é uma emoção natural e saudável, mas agir movido dessa forma, violando os direitos dos outros, é impróprio e prejudica os relacionamentos. É essa parte que pode e deve ser controlada.

Relacionado ao trabalho em si, uma maneira eficaz de os líderes demonstrarem respeito pelas habilidades e capacidades da outra pessoa, e com isso construírem uma relação de confiança, é delegar responsabilidades. É a única maneira de as pessoas crescerem, assumirem papéis importantes e se desenvolverem.

“Pensamentos tornam-se ações, ações tornam-se hábitos, hábitos tornam-se nosso caráter e o caráter torna-se nosso destino”. Em outras palavras, nosso caráter é determinado pelas nossas ações.

Com esse compilado de conteúdo sobre os livros “O Monge e o Executivo”, espero ter contribuído para o seu crescimento profissional. Entre em contato com a Pacto Consultoria e saiba como nossas soluções em Gestão de Pessoas podem agregar à sua empresa.