O Que o Flamengo tem a Ensinar Sobre Reestruturação Financeira

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O Que o Flamengo tem a Ensinar Sobre Reestruturação Financeira

O ano é 2020. Flamengo foi campeão do Campeonato Carioca, Supercopa do Brasil e Recopa Sul-Americana. Já em 2019, o ano mágico para o clube, às conquistas foram ainda mais grandiosas, com o  título do Campeonato Brasileiro, Libertadores e mais uma vez o Campeonato Carioca. Mas o que tem por trás de tantas conquistas? Para responder essa pergunta precisamos voltar para 2012.

Fundo do poço

Ao final do ano de 2012, o clube acumulava uma dívida de quase 800 milhões de reais e em ano de eleição, o candidato Eduardo Bandeira de Mello, que viria a ser o presidente eleito do clube, veio com propostas de reorganizar o clube financeiramente, mesmo que para isso não alcançasse números expressivos no futebol.

Dito e feito. Já eleito, no início de 2013, o presidente do clube precisava reduzir custos e pagar dívidas, sem grandes arrecadações, precisou se desfazer do melhor jogador da época devido seu alto valor e as dívidas que se acumulavam pela transferência do mesmo. Ao final do ano, o Flamengo surpreendentemente conquistou um título da Copa do Brasil. Entretanto, terminou na décima sexta colocação do campeonato nacional e acumulava um déficit anual de R$ 20 milhões de reais.

A virada de chave

Mantendo a filosofia do seu projeto inicial, Eduardo mostrou ao Brasil no ano de 2015 os primeiros indícios de que o clube se reestruturava financeiramente. Trouxe para o elenco Paolo Guerrero, jogador ídolo do Corinthians, artilheiro da Copa América até então, por um valor de R$ 40 milhões de reais, algo inimaginável no início de sua gestão. Além da badalada contratação, o clube já acumulava um lucro anual de R$ 150 milhões de reais.

Nos anos conseguintes, o clube manteve a estratégia de não gastar além do que era possível e os resultados foram cada vez maiores, com investimentos mais altos. Inaugurou-se um novo CT (centro de treinamentos), reduziram suas dívidas e mostraram aos demais clubes a importância de se ter uma saúde financeira. A chegada de novos craques como: Diego Alves, Everton Ribeiro, Diego Ribas,  fez com que o nível de futebol aumentasse.  

Mudança de Gestão

No fim de 2018, novas eleições ocorreram no clube, após dois mandatos consecutivos, Bandeira não poderia se reeleger novamente. Dessa maneira, Rodolfo Landim , atual presidente do Flamengo, foi eleito e veio com a mesma filosofia de pagar em dia e ter pés no chão, apesar de ser da chapa de oposição.

Já em 2019, sob nova gestão, o clube continuou a investir mais, trazendo mais jogadores de renome como: Rodrigo Caio, Gabriel Barbosa,  Arrascaeta, Bruno Henrique, Rafinha, Pablo Marí, Gerson e Filipe Luís. Após esses investimentos, juntamente com a chegada de Jorge Jesus, figura importante para os títulos do clube, o Flamengo chegou ao topo no dia 23 de novembro de 2019 depois de 38 anos o clube conquistava novamente uma libertadores, título de maior expressão das Américas. As conquistas continuaram em 2020 e a expectativa da diretoria é que continuem por um bom tempo, tornando o Flamengo hegemônico no Brasil e na América.

Conclusão

A iniciativa do clube de se reestruturar até atingir uma saúde financeira, diz muito dos objetivos traçados pelos gestores. O exemplo do Flamengo pode servir de inspiração para empreendedores diversos. Guardadas suas devidas proporções, o empreendedor estando ou não em uma situação financeira complicada pode priorizar a mesma filosofia, traçando planos a curto, médio e de longo prazo, fazendo investimentos conscientes e priorizando o financeiro da empresa. 

Preservar a saúde financeira é garantir um cenário mais equilibrado e menos sujeito aos imprevistos. A estabilidade e a previsibilidade das contas traz segurança e tranquilidade para os desafios do futuro.

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