• Pacto Consultoria Jr.

Ser Ou Não Ser Empreendedor, Eis a Questão (Parte 3)


No terceiro texto da série “Ser ou não ser [empreendedor], eis a questão”, buscamos nos aprofundar no conteúdo exibido no último artigo, para assim provar a eficácia desses posicionamentos perante o mercado no estado atual. O “Oceano Azul” e o “Design Thinking” são novas estratégias para renovar o cenário, mas como diz o ditado, “melhor do que a palavra é o exemplo”.

Para exemplificar essas práticas, durante esse texto iremos mostrar empresas que as utilizaram, obtiveram sucesso em seus mercados e hoje são reconhecidas como referências, ou mesmo, destaques em seus segmentos.

O primeiro caso é de uma das empresas mais conhecidas do Brasil, a Gol Linhas Aéreas, criada há 14 anos, em janeiro de 2001, e que até hoje cresce de maneira exponencial. A Gol decidiu criar uma proposta diferente de todas as outras companhias do setor: “Popularizar o transporte aéreo”. Essa proposta foi o divisor de águas para o crescimento sem precedentes da companhia aérea. Para entender melhor o caso, vamos dissecar os aspectos principais dessa história.

Em 2001, um grupo de empresários provenientes do setor de transportes terrestres decidiu investir no setor de aviação comercial. Com um investimento inicial de 200 mil reais, quantia irrelevante perante as suas concorrentes da época, esses investidores decidiram que iriam manter princípios do seu mercado inicial e alinhar suas necessidades com as demandas do novo setor. Esse foi o primeiro passo na trajetória da Gol. Em seis anos, a empresa passou a valer 12 bilhões e arrematou a empresa ex-líder do mercado (Varig). A partir de um grande estudo, ela entendeu seu mercado, percebeu as fraquezas e forças desse ramo tão difícil de se inserir e decidiu não ir atrás dos clientes já fidelizados pelas concorrentes, e sim explorar um público novo para o setor, mas conhecido pelos gestores, ou seja, os adeptos ao transporte terrestre. Esta foi uma cartada genial, que permitiu à empresa nadar nesse oceano novo e inexplorado por um bom tempo.

Nosso outro case também é de um “gigante” do Brasil, o Itaú/Unibanco, uma empresa que vive em um setor extremamente regulado e padronizado. Contudo, a empresa decidiu investir em inovação, seguindo o Design Thinking - termo criado por Tim Brown, CEO da Ideo (a maior e mais respeitada Consultoria de Design e Inovação do mundo), para conseguir expressar a diferença entre ser designer e pensar como designer –, e decidiu criar um escritório totalmente voltado para a área, o “Espaço Inovare”, que desenvolve todo o processo criativo e de inovação do banco. É um cenário totalmente diferente do que é esperado de uma empresa do gênero. Baias, mesas de reunião e computadores foram substituídos por sofás confortáveis, canetas coloridas, post-its, cola, tesoura e blocos de montar. Nesse espaço, são discutidos projetos e apresentados workshops e metodologias para o melhor desenvolvimento da marca perante o mercado.

Nesse escritório, a palavra inovação é levada ao pé da letra, porque eles sabem como testar suas ideias, utilizando o conceito de “prototipar” e buscando entender como esses produtos seriam vistos, e claro, qual seria sua aceitação no mercado. A importância disso é que, a partir do momento em que todas as ideias são possíveis, que não há restrições para a imaginação e que há liberdade para todos os membros, o ambiente é, sem dúvidas, propício ao desenvolvimento.

E qual foi o resultado para o Itaú? Hoje, a marca Itaú vale 4.315 milhões, segundo a BrandAnalytics, sendo atualmente a segunda maior marca em seu setor. Além disso, teve o maior crescimento percentual do ano em relação aos seus concorrentes diretos, uma taxa de 28%, e é hoje a 3ª marca mais valiosa do Brasil.

Esses são apenas dois exemplos que estão dentro do cotidiano do brasileiro, mas quem não conhece a Apple, Disney, Coca-Cola, ou Google, por exemplo? Quem não sabe que essas são referências no mercado? Não é à toa que, ao deixarem de seguir o “status quo”, caminharam para chegar ao que são hoje, gigantes do mercado. Essas são algumas das provas da efetividade dessas práticas. Em um ambiente tão padronizado, é fácil cair na armadilha de resolver um problema sempre da mesma maneira. Por isso, qualquer empresa pode se beneficiar, basta deslocar o olhar do cenário convencional para conduzir a descobertas inesperadas e inovadoras.

Não há porque temer a inovação, independentemente do porte da sua empresa, ela possui, sem dúvida, algum potencial; basta saber onde buscar, entender quais são os mares favoráveis e as ideias com possibilidade de sucesso. Portanto, nunca deixe de “prototipar” suas ideias e de buscar o conhecimento do mercado para se diferenciar.

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